Pastel de Belém

 Por Rosângela Cianci

Um segredo guardado há 172 anos! As doceiras têm a habilidade de quem sabe o que faz há várias gerações e passam a arte de mãe para filha. O mistério é o tempero dessa receita. Só quatro pessoas conhecem os ingredientes e o modo de fazer o doce. “Aqui não podemos entrar. Só mesmo os mestres que sabem a receita é que podem entrar”, diz o relações-públicas Miguel Clarinha para Pedro Bassan em Lisboa. “Só em Belém mesmo. É o único local do mundo onde eles são produzidos e vendidos, só mesmo aqui”, garante. Quem nunca ouviu falar em “Pastel de Belém”? A iguaria leva o nome do bairro onde foi criado, nos arredores de Lisboa, de onde partiu a esquadra comandada por Pedro Álvares Cabral que descobriu o Brasil e, segundo poetas, “o mesmo vento que empurrou as caravelas hoje espalha o aroma que atrai multidões pelo mundo afora”. Mas ele só é Pastel de Belém, em Belém. Porque fora do bairro onde nasceu, o doce muda de nome e vira Pastel de Nata. “Aqui é o pastel de nata, que quer dizer a mesma coisa”, corrige a garçonete. “No final é tudo igual, é o mesmo produto, só que cada um puxa para o seu bairro”, explica um português a Bassan. Bom mesmo é saber que com qualquer nome ele está em toda parte, inclusive no Brasil. Em todas as bocas, que às vezes são pequenas para tanto sabor

aos pastéis de Belém 1

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